sábado, 23 de maio de 2009

Perdido na Lagoa Azul

Há lugares em que as vezes não tenho como fugir. Me sinto prisioneiro numa ilha deserta somente com o horizonte reto - horizontal - do oceano à minha frente.
Na ilha encontro belas paisagens. Às contemplo apenas com o exercício da lembrança.
Os olhos fecham e rapidamente viajo, me transporto, me refugío. Meus olhos se abrem...
O ambiente é envolvido por ares de mistério. A audácia me encoraja a desvendar, desbravar. O receio do desconhecido não me deixa ir profundo.
Sem me arriscar permaneço na praia, no raso.
A coragem é a virtude do sucesso... será que eu estou destinado ao fracasso? Será a praia um fracasso? Ou os limites psicológicos nela existentes?
Sei que mesmo sem conseguir me libertar sigo buscando algum limear que me leve para além...
Mar.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Que a vida dá muitas voltas até eu já sei. O que talvez não saiba ainda é que a cada volta sou levado a novos (ou velhos) pontos de partidas. Portos conhecidos ou portos totalmente novos para mim.
Neste ciclo de idas e vindas chego a lugares comuns e a mundos imaginários. Sou o tripulante reto e o pirata transgressor. À deriva no interior de mim mesmo.
A procura por virgindade e pureza e a ganância por tesouros perdidos são os ventos que sopram minhas velas mar adentro.
Nada me cerca no horizonte senão o oceano infinito. Me resta nesse caminho gozar o prazer de navegar.

"Navegar é preciso, viver não é preciso." (F.P.)