Há lugares em que as vezes não tenho como fugir. Me sinto prisioneiro numa ilha deserta somente com o horizonte reto - horizontal - do oceano à minha frente.
Na ilha encontro belas paisagens. Às contemplo apenas com o exercício da lembrança.
Os olhos fecham e rapidamente viajo, me transporto, me refugío. Meus olhos se abrem...
O ambiente é envolvido por ares de mistério. A audácia me encoraja a desvendar, desbravar. O receio do desconhecido não me deixa ir profundo.
Sem me arriscar permaneço na praia, no raso.
A coragem é a virtude do sucesso... será que eu estou destinado ao fracasso? Será a praia um fracasso? Ou os limites psicológicos nela existentes?
Sei que mesmo sem conseguir me libertar sigo buscando algum limear que me leve para além...
Mar.
sábado, 23 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Que a vida dá muitas voltas até eu já sei. O que talvez não saiba ainda é que a cada volta sou levado a novos (ou velhos) pontos de partidas. Portos conhecidos ou portos totalmente novos para mim.
Neste ciclo de idas e vindas chego a lugares comuns e a mundos imaginários. Sou o tripulante reto e o pirata transgressor. À deriva no interior de mim mesmo.
A procura por virgindade e pureza e a ganância por tesouros perdidos são os ventos que sopram minhas velas mar adentro.
Nada me cerca no horizonte senão o oceano infinito. Me resta nesse caminho gozar o prazer de navegar.
"Navegar é preciso, viver não é preciso." (F.P.)
Neste ciclo de idas e vindas chego a lugares comuns e a mundos imaginários. Sou o tripulante reto e o pirata transgressor. À deriva no interior de mim mesmo.
A procura por virgindade e pureza e a ganância por tesouros perdidos são os ventos que sopram minhas velas mar adentro.
Nada me cerca no horizonte senão o oceano infinito. Me resta nesse caminho gozar o prazer de navegar.
"Navegar é preciso, viver não é preciso." (F.P.)
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