segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ahhhh as baleias...
Como são belas as baleias.
Baleias que são metade sereias... com seus encantamentos.
Dominam a atenção do espectador mais distraído. Exibem-se!
Giram, pulam, mergulham, param...
São rainhas do mar infinito.
Inabaláveis, sempre.
Ensinam através da serenidade àqueles que acreditam na grandeza da simplicidade.
Hoje eu aprendi.

sábado, 18 de setembro de 2010

Cá estou.
Mais uma vez pensando na vida... e em metáforas que me possibilitem explica-la. Impossível!
Como explicar o inexplicável?
É como descobrir o sabor de uma fruta pelo cheiro;
Sentir o perfume de uma pessoa ao ver uma fotografia;
Estar na presença de um amigo distante geograficamente;
Converter o ódio mortal em amor incondicional.
Todas elas... realidades contraditórias... inexplicáveis materialmente. Porém perfeitamente possíveis.
A vida é assim... Inexplicável através de palavras escritas.
Somente compreendida quando vivida.
Para a vida não há explicação verbal, objetiva. Pois como já dizia meu amigo Fernando Pessoa "VIVER NÃO É PRECISO." Portanto, subjetivo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Minhas aparições estão cada vez mais raras.
O entusiasmo inicial foi dando lugar à zona de conforto no oceano azul.
Me sinto doente por isso. Como Fidel Castro, abandonado na história como se jaz ainda vivo.
Morte... Nunca! Estagnação, talvez.
São arrepios claustrofóbicos de mãos atadas e pernas cruzadas.
Minha estratégia sente a necessidade de mudança. Quem sabe não preciso da provocação do oceano vermelho para me libertar das estacas e buscar o horizonte tão cobiçado?
Em verdade vos digo que o que sempre me fez aparecer por aqui foi uma certa inquietação, anciedade, impaciência...
Porém, ultimamente não tenho do que reclamar. As coisas estão dando cada vez mais certo, conforme o planejado ou talvez até melhor que ele.
Considero-me um sortudo do acaso. Mas algo ainda falta... Dentro ou fora, não sei.
Tudo está QUASE perfeito.

sábado, 24 de julho de 2010

Me sinto sozinho. Abandonado. À procura de onde aportar.
Já não vejo longe, só enchergo a meticulosidade do que está perto.
Minhas visões de outros dias atrás se perdem na confusão do cotidiano. Na esquisofrenia do espaço os pensamentos se confundem.
Ontem eu era apenas um, agora não sou mais um. No estado atual me nego.
Assim veio a solidão. Através da resistência.
- Não quero me tornar igual a todo mundo. Me nego, já falei.
Surge a grande questão: Posso ser feliz sendo assim diferente?
Sem conclusão alguma segue apertado esse meu coração revolucionário.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Inspiração... hoje não é nosso dia. Nem ontem.

Nos cantos ando buscando um tema para inspirar algumas palavras.
Me sinto como se tivesse obrigação de passar por aqui. Como se isso fizesse parte de uma terapia.
Porém, sobre o que escrever?
A lua estava linda por esses dias. As estrelas andaram escondidas por detrás das nuvens e das luzes das torres. O mar agitado contrastava com a tarde vazia.
Nada disso parece me satisfazer.
Olho para os lados e nada me inspira.
Meu olhar já não foca, me pego pensando... pensando... em quê mesmo?
Minha cabeça está longe mas minha razão pede um assunto sobre onde refletir.
Preciso escrever! Sobre o quê ainda não sei.
Logo logo terei o que contar. As idéias surgem quanto menos espero.
Até agora nada...
Por enquanto ficam aqui estes devaneios metalinguísticos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A estrela mais brilhante

Em noites de lua nova as estrelas é que se destacam.
Considero, particularmente, estes momentos como a mais bela manifestação da Mãe-Natureza.
Não apenas aos olhos, mas sobretudo à reflexão melancólica que induzem cruel ou gentilmente.
Nestes dias últimos uma estrela brilha diferente no céu. É única em sua coloração, brilho e beleza.
Meu egoísmo se apropria diante da devoção que sinto por ela.
Eu a escolhi ou ela que me escolheu?
Estou e êxtase...
Neste momento uma estrela-cadente risca o céu e minha atenção se desvia.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O tempo está passando e eu não saio dessa escravidão.
Minha vida é correr atrás. Nunca estou na frente, nunca cruzo a linha de chegada.
Irei um dia chorar sobre o tempo derramado?
Disperdício? Já não sei.
São pensamentos esquisofrênicos que não saem da minha cabeça.
Existirá a recompensa? Ou minhas convicções serão cada vez mais exigentes?
...Espero descansar no sétimo dia e contemplar a criação.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um novo tempo se anuncia...
O raiar do dia se aproxima em forma de luz e reflexão.
São mais 24 horas disponíveis.
24 horas de surpresas? 24 horas de expectativa...
A aparência é de um raiar como o de todos os outros dias. Ontem, anteontem, ano passado...
A diferença está na motivação, no entusiasmo. Ou não. É possível que não haja nenhuma diferença. Fogo de palha do pensamento.
Prefiro me propor a viver esse novo dia como tenho vivido os outros. Aproveitando cada momento como se fosse o único, o último. Assim tenho tornado meus encontros e desencontros mais intensos, com um sabor agridoce... Temperado...
Meu desejo para esse "novo dia" é de que esse sabor continue aguçado no meu paladar.
Obrigado a todos os meus "temperos".