quinta-feira, 15 de outubro de 2009

As estrelas sumiram.
Já fazem 2 dias e noites que não as vejo.
Meu céu está vazio e apagado. Onde está a luz?
Meu universo está em crise.
Há poucos dias eram tantas as estrelasguia, os meteoroscadentes.
Percebo que um nevoeiro envolve a atmosfera prejudicando a trans-lucidez do contato visual.
Fica somente a memória. Da noite linda do céu iluminado.
Que saudade! Porém essa situação me faz experienciar o diferente.
Tiro dele o que tem de bom e continuo a viver o amanhã.
As estrelas ficam na lembrança... e na certeza(...) de que mesmo fora do meu olhar elas continuam lá.

sábado, 3 de outubro de 2009

Meu estômago deu um nó.
É noite e aqui fora o vento sopra a 15 nós. Nada demais, visto que ultimamente a mínima estava em torno dos 21.
Debruçado sobre o guardacorpo observo as nuvens que passam baixas e alaranjam o céu por detrás. No horizonte vejo pequenas cidades, sociedades encarceradas. São velas que iluminam a escuridão de um futuro incerto. Isso não sai da minha cabeça.
Ao longe escuto um barulho de motor, meus ouvidos já acostumaram. Este retumba com uma energia diferente dos demais.
Olho à procura...
Meu Deus! Sempre que os vejo fico admirado. Parecem personagens - heróis de filmes de sofrimento. Me pergunto: como chegaram até aqui num barco deste tamanho? 25, 29 pés de limitação, sendo sacudidos pelo suel curto e alto.
Não param. Nem dá pra parar. Ou será que conseguem dormir?
Só sei que são guerreiros do mar. Passam dias e noites no campo de batalha. Com suas armas, valentemente, lutam por suas famílias e sua dignidade.
E eu o que faço? Observo... Analiso...
Vou dormir com esperança no futuro.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Verde mamão... passado... esta era a cor do oceano hoje. Aquela cor apagada que se distribui por todos os lados nos deixando com calafríos claustrofóbicos, sabe?
De cá não tenho como fugir mesmo. O impulso me faz querer explodir e sair deste confinamento de mim mesmo.
O espaço é limitado. A angústia quer atravessar as grades. O corpo treme de ansiedade. Tudo é insuficiente. Até que os olhos vêem além. Sempre eles... no mar.
Sabe aqueles dias que a gente consegue ver o exato ponto, ou melhor, a linha que divide o mar em duas cores? É como a água e o óleo, porém os dois com densidades iguais. Lado a lado se chocando sem se misturar numa dança harmônica. Porém lutam pelo domínio da imensidão do horizonte.
Do outro lado está o azul. Este fluorescente encanta aos olhos e hipnotiza os ânimos. Cura a angústia.
Que bom que há neste mar uma gota de lucidez, clareza, transparência, perfeição. Nele até os peixes nadam mais tranquilamente.
Me pergunto: seria diferente se Netuno tivesse sempre nesse humor?
Sem resposta, vou ficando experiente neste lugar esquisofrênico.