sábado, 25 de junho de 2011

Troquei o dia pela noite...
Me sinto estranho, desadaptado.
Achei que já tinha vivido uma experiência dessas, porém percebo que nada foi igual ao que vivo agora.
Sou um espasmo ambulante nas noites que se seguem. Nada relaxa, nada tranquiliza...
Talvez a sobrecarga esteja pesando sobre os meus ombros. E minhas pernas já não resistem.
O que fazer a uma hora dessas?
Saio por aí tentando encontrar um sentido pra tudo isso.
Minha angústia não me deixa esquece-la.
Tudo parece inacabado, sem solução.
Lá do alto a lua é a fiel observadora. Linda. Contemplativa.
Mais uma manhã se aproxima. O sol brilha ao fim de mais uma jornada.
Meus olhos ofuscados visualizam o horizonte calmo. E minha fisionomia muda.

Intertextualizando...
"E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é noturna e a outra metade... também."

domingo, 12 de junho de 2011

A vida é movimento! Ritmo...
Me mecho, logo existo.
Existo por causa da energia geradora que carrego. Assim é a vida.
Todos temos este mesmo princípio - animais, vegetais e minerais. Minerais? Sim. Sou daqueles que acreditam que a Terra tem vida, porque a Terra é movimento. Está se modificando a cada minuto.
Matérias e compostos mudam sua forma e seu estado. Seja no ciclo das águas ou nas erupções vulcânicas ela se mostra viva e movida por energias geradoras.
Contrariando, hoje me sinto um pouco parado, cabeça vazia, olhos sem rumo. Como um controle remoto vacilante com suas pilhas enfraquecidas, movido a tapas e chacoalhões.
Dizem que depois da tempestade vem a calmaria, ou o caos que precede o cosmos. No meu caso é como se as duas coisas estivessem ocorrendo simultamente.
Caos e cosmos co-habitando. Tempestade e calmaria dividiriam o mesmo espaço ao mesmo tempo?
Questões que me levam a refletir nestes meus segundos estagnados.